Michel Alcoforado é um antropólogo, pesquisador e consultor, nascido no Rio de Janeiro, com atuação centrada nas dinâmicas de consumo, comportamento social e estratificação económica no Brasil. Doutor em Antropologia e fundador da consultoria Consumoteca, construiu ao longo de 15 anos uma carreira dedicada ao estudo das elites urbanas e das transformações culturais associadas ao consumo. O seu percurso académico originou a pesquisa que mais tarde fundamentaria as análises sobre o 0,1% mais rico do país.
O trabalho de Alcoforado ganhou maior projeção pública a partir de estudos sobre o universo do luxo e dos novos ricos brasileiros. Inicialmente investigando práticas de consumo da elite carioca, ampliou o escopo para compreender códigos sociais, performances de status e as formas de distinção que estruturam a desigualdade no Brasil. Essa investigação sustentou a reputação que lhe valeu o apelido informal de “antropólogo do luxo”, associado à sua capacidade de traduzir comportamentos de elite em análises socioculturais acessíveis ao público geral.
Entre 2024 e 2025, Michel Alcoforado destacou-se como um dos principais intelectuais públicos do país, com forte presença no debate nacional. Em 2024 manteve atividade regular na comunicação digital, através do podcast É Tudo Culpa da Cultura, e ampliou a participação em entrevistas, colunas e debates sobre desigualdade, consumo e comportamento urbano. No mesmo período desenvolveu os estudos finais que dariam origem ao seu livro seguinte. Em agosto de 2025 lançou Coisa de Rico: A Vida dos Endinheirados Brasileiros, obra que rapidamente se tornou um best-seller. O livro vendeu 37 mil cópias nos primeiros 50 dias e ultrapassou as 117 mil unidades em outubro, tornando-se um dos maiores sucessos editoriais do ano. A publicação foi acompanhada pela Egg Tour, uma série de eventos em nove capitais brasileiras, reforçando o alcance da obra e promovendo o diálogo entre academia e público geral. As repercussões incluíram entrevistas de grande visibilidade para veículos como Valor International, BBC News Brasil e Estadão.
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