Aurora Almada e Santos é historiadora cabo-verdiana e investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde se tornou uma das vozes mais relevantes no estudo da descolonização portuguesa e das lutas de libertação africanas. Natural de Santa Catarina, em Santiago, construiu todo o seu percurso académico na NOVA FCSH, onde concluiu licenciatura, mestrado e doutoramento. A sua tese – mais tarde publicada como A Organização das Nações Unidas e a Questão Colonial Portuguesa (1960-1974) – é hoje referência na história diplomática do período.
O seu trabalho centra-se na história internacional, nos movimentos de libertação, na intervenção da ONU e da OUA, e nas dinâmicas de solidariedade Sul-Sul. Tem contribuído de forma consistente para o aprofundamento do legado de Amílcar Cabral e para a compreensão das ligações entre Cabo Verde, a diáspora e os processos de autodeterminação africanos.
É autora e editora de várias publicações académicas e, recentemente, co-editou The League of Nations Experience: Overlapping Readings (2025) e o número especial Amílcar Cabral: Revolutionary Legacy and Contemporary Resonance (2024). Participou em conferências internacionais dedicadas às independências africanas, à política externa cabo-verdiana e às revoluções anticoloniais do Sul Global.
A sua atividade docente inclui o ensino na NOVA FCSH e a participação em iniciativas internacionais sobre a história da escravatura e a memória colonial. Colaborou também na exposição “Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário”, no Museu Nacional de Etnologia.
É Investigadora Principal do projeto “South-South Solidarity and the National Liberation Movements from Portuguese Colonies (1963-1975)”, financiado pela Gerda Henkel Foundation. A sua carreira académica integrou ainda passagens pela Brown University como Professora Visitante, pela Tulane University como Fulbright Postdoctoral Fellow, e foi distinguida com Menção Honrosa do Prémio Victor de Sá em História Contemporânea.
Entre 2024 e 2025, reforçou a presença internacional como co-editora do volume The League of Nations Experience: Overlapping Readings (De Gruyter, 2025) e do número especial Amílcar Cabral: Revolutionary Legacy and Contemporary Resonance (2024). Participou ainda no workshop internacional Difficult Histories, Difficult Legacies: Teaching Slavery and Public Memory (2025), uma iniciativa dedicada aos desafios contemporâneos do ensino da escravatura e da memória colonial.
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