Welket Bungué, nascido a 7 de fevereiro de 1988, em Xitole, Guiné-Bissau, é um ator, realizador e argumentista luso-guineense, reconhecido pela sua carreira internacional e pela criação de uma linguagem artística transdisciplinar que combina cinema, teatro e ativismo cultural.
Licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, vive entre Berlim e Lisboa e é membro da Academia Portuguesa de Cinema e da Deutsche Filmakademie. A sua obra parte da experiência africana e da diáspora para refletir sobre identidade e memória, afirmando-o como uma das vozes mais relevantes do cinema afro-lusófono contemporâneo.
O reconhecimento internacional chegou com a sua interpretação de Francis no filme alemão Berlin Alexanderplatz (2020), de Burhan Qurbani, pela qual foi amplamente aclamado pela crítica. Desde então, tem participado em produções europeias e africanas, conciliando o trabalho de ator com o de realizador e produtor.
Entre 2024 e 2025, Welket Bungué realizou e protagonizou a curta-metragem “Contemplação Impasse Tentativa”, selecionada para o Doclisboa 2025, e integrou o elenco de várias produções internacionais, incluindo os filmes Pssica e O Deserto de Akin, além das séries “Nova Éden”, onde interpreta um jovem padre, e “Reencarne”, da Globoplay, ao lado das atrizes Taís Araújo e Isabél Zuaa. No mesmo ano, foi também protagonista de uma série estreada na Berlinale 2025.
Enquanto realizador, venceu o Grande Prémio do Afrobrix Film Festival 2025 com a curta “Prima ku Lebsi”, e foi novamente nomeado aos Prémios Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema.
Paralelamente, tem desenvolvido atividades ligadas à curadoria e ao ativismo cultural. Em 2025, foi curador do ciclo “Memória e Ancestralidade II”, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentando dois filmes da sua autoria dedicados a figuras históricas africanas.
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