Miguel de Barros, nascido a 27 de junho de 1980, em Bissau, é um sociólogo, investigador e ativista pan-africanista, reconhecido pela sua liderança na sociedade civil e pelo seu papel na valorização da cultura, juventude e sustentabilidade ambiental na Guiné-Bissau e em toda a África Ocidental.
Formado em Sociologia pelo Instituto Universitário de Lisboa, com especialização em Planeamento de Políticas Públicas, de Barros é Diretor Executivo da ONG Tiniguena (“Esta Terra é Nossa”), uma das organizações ambientais e comunitárias mais reconhecidas da Guiné-Bissau. Sob a sua direção, a Tiniguena tem desenvolvido projetos de conservação da biodiversidade, economia solidária e empoderamento juvenil.
Em 2025, Miguel de Barros tornou-se a figura central da 1.ª Bienal de Arte e Cultura da Guiné-Bissau (MoAC Biss), atuando como Diretor Executivo. O evento, realizado em maio de 2025, foi o maior encontro cultural do país, reunindo artistas, pensadores e organizações de todo o mundo lusófono. A Bienal foi concebida como um espaço de convergência entre arte, ciência e cidadania, refletindo sobre o papel da cultura como motor de transformação social.
O seu trabalho na Bienal foi amplamente reconhecido, destacando-se pela promoção da diversidade cultural e pela articulação entre gerações e linguagens artísticas. Em paralelo, mantém uma forte presença no ativismo intelectual e académico. Participou, entre 2024 e 2025, em conferências em universidades como a UNICAMP (Brasil) e no seminário “Cinco Décadas de Independência e Percurso dos PALOP”, onde defendeu o potencial cultural e ecológico da Guiné-Bissau como ferramenta de desenvolvimento sustentável.
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