Os Wet Bed Gang são um dos coletivos mais influentes e populares do hip hop português contemporâneo, reconhecidos pela autenticidade, pela força identitária e por um impacto cultural que ultrapassa a música. Formados em Vialonga, tornaram-se um símbolo do rap tuga moderno.
O grupo surgiu em 2014 a partir da visão de João Rossi, cuja morte precoce marcou a identidade do coletivo. O seu legado permanece vivo nos quatro membros que hoje o representam, Gson (1995), Kroa (1993), Zizzy (1995) e Zara G (1997), responsáveis por transformar os Wet Bed Gang num fenómeno nacional, com milhões de streams e uma base de fãs transversal.
O álbum “Filhos do Rossi” (2017) assinalou o início da projeção mediática, seguido de “Ngana Zambi” (2021), trabalho mais introspectivo e conceptual. Em 2023, com “Gorilleyez”, reforçaram a posição no panorama musical português. Entre os seus maiores êxitos destacam-se temas como “Bairro”, “Devia Ir”, “Não Sinto” e “Mesa Oito” que se tornaram hinos do hip hop lusófono.
Em 2025, regressaram aos lançamentos com o single “MOXXXPIRII” e integraram colaborações de outros artistas, com especial destaque para os temas “diamante” e “teletubbies” em parceria com YeezYuri. A nível performativo, foram cabeças de cartaz de eventos como o AgitÁgueda e o ALPIAGRA’25.
No mesmo ano, os Wet Bed Gang afirmaram-se também como agentes culturais ao organizarem o Festival Sotaques, um dos momentos mais emblemáticos de 2025. Realizado em maio no Parque Urbano da Quinta da Flamenga, em Vialonga, o evento, gratuito e dedicado à celebração da lusofonia, reuniu cerca de 100 mil pessoas ao longo de três dias, com atuações de artistas como Bonga, Mariza, Soraia Ramos, Djodje e Deejay Télio.
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