Pak Ndjamena, nome artístico de Bernardo Guiamba, é um bailarino, coreógrafo, professor, músico, ator e promotor cultural. Nascido em Maputo, iniciou a formação na Escola Nacional de Dança de Moçambique em 1996 e aprofundou o trabalho em dança contemporânea no projeto Alma Txina, em 2001. Influenciado por linguagens tradicionais da África Austral e Ocidental, desenvolveu um vocabulário híbrido que atravessa dança, performance e práticas comunitárias.
Com mais de duas décadas de atividade, colaborou com coreógrafos africanos e europeus, apresentou o seu trabalho em mais de 15 países e criou ou interpretou mais de 20 peças. A sua obra articula o corpo como arquivo, território e memória.
Em setembro de 2024 apresentou o solo dEUs nOS aCudI no ICA Live Art Festival, na Cidade do Cabo. Em março de 2025 levou o solo à III Mostra de Artistas Residentes PROCULTURA, na Fundação Calouste Gulbenkian. Em setembro de 2025 venceu o prémio de melhor videodança na primeira edição do PISCINA TAPES, no Porto, com One Step at a Time, co-criação com Ivan Barros.
O seu repertório inclui obras como One Step at a Time, distinguida em 2025, e o Tremuria Project, um programa de oficinas desenvolvido em vários países e centrado na investigação coletiva do corpo e do movimento. Paralelamente à carreira performativa, Pak Ndjamena dirige o Festival Raíz, dedicado à preservação e promoção da música e dança tradicional em Moçambique.
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