Marco Mendonça, nascido em 1995 em Moçambique e residente em Lisboa desde 2007, é um ator, dramaturgo e encenador luso-moçambicano. Formado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, construiu um percurso marcado pela criação artística, investigação dramatúrgica e intervenção pública.
Trabalha regularmente com a companhia Os Possessos, onde iniciou o seu percurso profissional. Estagiou no Teatro Nacional D. Maria II, colaborando com João Pedro Vaz, Tiago Rodrigues e Faustin Linyekula, e integrou ainda espetáculos de Liesbeth Gritter (Kassys), Tonan Quito e Mala Voadora. Estreou-se como autor e co-criador com Parlamento Elefante, ao lado de João Pedro Leal e Eduardo Molina, projeto que venceu a Bolsa Amélia Rey Colaço. Em 2021 voltou a destacar-se ao vencer a Rede 5 Sentidos com o projeto Cordyceps.
Integra o elenco de Catarina e a beleza de matar fascistas, de Tiago Rodrigues, e tem desenvolvido um trabalho contínuo na escrita e tradução de teatro, aprofundando o olhar sobre memória, identidade e arquivo colonial.
Em junho de 2025 estreou a sua segunda peça, Reparations, Baby, centrada na discussão sobre a reparação histórica e o passado colonial, que reforçou a sua posição enquanto criador atento às urgências sociais do presente. Paralelamente, manteve presença em projetos audiovisuais, incluindo Maria Vitória (2025).
A 12 de setembro de 2025, recebeu o Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, distinção que reconhece artistas emergentes cujos percursos se destacam pela originalidade e relevância artística. O galardão confirmou Marco Mendonça como uma das referências centrais da nova geração, cuja obra tem contribuído para ampliar o debate sobre representatividade, memória e descolonização no panorama cultural português.
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