Hélio Batalha, MC, rapper e ativista cultural cabo-verdiano, é uma das figuras mais influentes e consistentes dentro do rap crioulo. Nascido e residente na Cidade da Praia, construiu uma carreira marcada pela autenticidade, pelo compromisso social e por uma escrita que reflete as realidades e aspirações do povo cabo-verdiano. Desde a sua estreia em 2007, num concurso radiofónico, destacou-se no rap crioulo, abordando temas como identidade, justiça social, espiritualidade e pertença.
Com discos como Karta D’Alforia e as mixtapes Golpe Di Stadu, Hélio Batalha consolidou um estilo que descreve como “Batuku moderno”, uma fusão de hip-hop, poesia e sonoridades tradicionais de Cabo Verde. Foi distinguido com diversos CVMA, incluindo Best Rap (2015/16 e 2016/17) e Breakthrough Artist (2015/16), tornando-se uma referência incontornável da música de intervenção cabo-verdiana.
Em 2024 e 2025, manteve uma presença ativa no panorama musical, com destaque para o single “Pirigrinu”, lançado em julho de 2025, um hino à identidade e à diáspora cabo-verdiana. No mesmo ano, foi o grande vencedor dos CVMA 2025, arrecadando três prémios, entre eles o de Responsabilidade Social, pela sua coerência artística e compromisso com o desenvolvimento das comunidades. A sua colaboração com Paulinha, no tema “Só Deus”, venceu o galardão de Melhor Música do Ano, sendo elogiada pela mensagem de fé e esperança.
Licenciado em Serviço Social, Hélio Batalha usa a música como ferramenta de transformação e empoderamento, canalizando o seu ativismo em projetos de impacto social. Em julho fundou a Imortal Recordz, editora e produtora musical independente com o objetivo de dar estrutura, visibilidade e meios de produção a artistas das periferias africanas, com especial atenção à cena musical cabo-verdiana.
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