CLEO DIÁRA

Foto de divulgação: CLEO DIÁRA

Cleo Diára, nome artístico de Cleo Tavares, nascida a 2 de setembro de 1987, na Cidade da Praia, Cabo Verde, é uma atriz, criadora e diretora teatral, cuja carreira tem desempenhado um papel decisivo na afirmação de artistas africanos no cinema e no teatro contemporâneo.

Viveu em Cabo Verde até aos 10 anos e mudou-se depois para Lisboa, onde cresceu e consolidou a sua carreira artística. Iniciou-se no teatro universitário Mis-cutem, estudou Finanças no ISCTE, mas foi na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa que encontrou a sua verdadeira vocação.

O reconhecimento internacional consolidou-se em 2025, com a interpretação no filme “O Riso e a Faca” (I Only Rest in the Storm), de Pedro Pinho, obra em que foi distinguida com o Prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, tornando-a a segunda mulher africana em 78 anos de história do festival a conquistar um prémio de atuação, quase quatro décadas depois da sul-africana Linda Mvusi.

Além do cinema, Diára é co-fundadora do coletivo Aurora Negra, criado em 2018 com Isabél Zuaa e Nádia Yracema. O grupo foi reconhecido em Portugal pela abordagem crítica em temas como raça, colonialismo e representatividade. Com o espetáculo “Aurora Negra” (2020), o coletivo venceu a Bolsa Amélia Rey Colaço e conquistou um espaço na dramaturgia lusófona. Seguiram-se criações como “Cosmos” (2022) e “A Missão da Missão” (2023), que continuaram a consolidar o legado do projeto. No cinema e televisão, Cleo tem participado em produções de relevância, entre as quais se destacam “Diamantino” (2018), vencedor em Cannes; “O Vento Assobiando nas Gruas” (2023); “Nha Mila” (2020); e a série “Mulheres, às Armas” (2025).